domingo, 13 de julho de 2008

Desvelo

É como quando, ao adormecer ou despertar, nos encontramos suspensos.

Quando a indefinível sensação do vácuo sempre a espreita adquire realidade física num silêncio ensurdecedor.

Privada de todos os sentidos, a vã consciência vaga, prisioneira da suprema liberdade de não diferenciar sono ou vigília.

No entanto, para todo sempre, percebe-se condenada.

Abrem-se os olhos.


Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves

4 comentários:

Rosa disse...

Tinha lido esse texto no BDE.Gosto dele.

Tamara L. Allgäuer de Melo disse...

Nossa... que lindo!
Parabéns.
Abraço.
Tamara.

Fortaleza da alma disse...

Gostei da forma de falar dos seusnovos textos...São virgens,mas não tem nem como meter o pau em algo assim.E observei seu perfil...entre nascer e morrer,se divertir...gostaria eu de ser livre assim...Muito bom o seu blog,parabéns!

SouMusic disse...

Preciso ler mais poemas...
Tenhp uma dificuldade tremenda de capturar certas construções textuais... msm a sua em que as palavras são habituais... o sentido se tornam complexos... aff...

hehehhe

Mas entendi (vagamente... :D)... e gostei!

Vlw!!!