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domingo, 13 de julho de 2008

Desvelo

É como quando, ao adormecer ou despertar, nos encontramos suspensos.

Quando a indefinível sensação do vácuo sempre a espreita adquire realidade física num silêncio ensurdecedor.

Privada de todos os sentidos, a vã consciência vaga, prisioneira da suprema liberdade de não diferenciar sono ou vigília.

No entanto, para todo sempre, percebe-se condenada.

Abrem-se os olhos.


Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves