quarta-feira, 29 de maio de 2013
A suavidade do peso
sábado, 16 de março de 2013
Solvente universal
o que sei
que precisarei
são minhas aulas de vôo
a verdade
travestida em sonho
e a fria escuridão da madrugada
que à luz de qualquer fogo
transforma-se em nada.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
domingo, 23 de dezembro de 2012
Os arquivos Rasputin: Um negócio dos infernos
sábado, 15 de agosto de 2009
Como diz-se
Não aspirava um dia tornar-se muro ou edifício, nem nada que implicasse em abandonar sua tão prezada individualidade, de modo que não perdia seu tempo em idílios ou planos sobre como galgar ao topo, de onde se afirmava ser mais fácil a transcendência.
Quando sopraram os ventos da revolução, virando do avesso as certezas e trocando tudo de lugar; enquanto alguns dedicaram-se a exaltar a glória das argamassas e outros procuravam explicações sócio-físio-científicas condizentes com os próprios conceitos; enquanto a grande maioria aproveitava para demonstrar a força de sua fé no Homem, o ser todo poderoso que criara o universo a partir do barro e do fogo – rogando-lhe das formas mais ardorosas que protegesse a si e aos seus; foi que desapareceu.
Em meio a tamanho caos, ninguém reparou no destino de tão insignificante figura. Diz-se que partiu-se todo em nome do fim que lhe foi reservado, remoendo-se de tal forma, que cada um de seus grãos, de tão refinados, hoje pulsa em diferentes pontos do centro da essência de tudo que existe.
Diz-se que virou ponte, e que de suas lágrimas é que surgiu o rio por sobre o qual eternamente chora, sozinho, no mesmo lugar.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
domingo, 5 de outubro de 2008
Shibumi
E serei
como a sombra que assombra,
como anta que espanta,
como a água que espalha.
Lamentando intensamente
a eterna dor de desviver.
Vasilho.
Vasilho da Gama,
Vasilho dos Dias,
Vasilho da Luz.
Vasilho.
Sobrenome, trocadilho;
rima na escuridão.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves