sábado, 14 de fevereiro de 2009

Incrível testemunho de um sobrevivente das Brigadas Leves Ossowiecki

Muitos se diziam corajosos, mas apenas nós esperávamos os ataques nucleares por de sobre os laranjais.

As aeronaves sucedem-se assim como os lapsos. Talvez eu houvesse viajado, talvez seja apenas a doença a desajuizar-me a mente.


Naqueles dias melancólicos, em que a certeza da morte se fazia mais presente no espaço entre cada respiração, nossa principal distração era possuir as mulheres uns dos outros.


Fazíamo-lo publicamente, por vezes na presença dos cônjuges, tanto por desprezo à hipocrisia social reinante na velha ordem, quanto como oferenda ás forças caos, que tesmunhando a atitude de renúncia e desapego daqueles que entregavam a outros aquilo que mais diziam amar, talvez nos julgassem dignos de sobreviver ao momento crítico pelo qual passávamos.

Seja qual for o motivo, aparentemente funcionou. Sobrevivemos ao cataclismo donde não restaram nem mesmo as baratas.


Éramos jovens e inconseqüentes, e deixávamos a proteção dos abrigos para nos camuflar entre os laranjais, abatendo os avíões inimigos sem nos importar que sua aparelhagem pudesse denunciar nossa posição ao captar as sucessivas descargas psicocinéticas.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves

34 comentários:

Lucas M. disse...

perfeito cara, sem palavras, totalmente crítico e perfeito
vc escreve muito bem cara
eu tinha um blog parecido, mas apaguei
vo seguir o seu ^^

Inez disse...

Retribuindo sua visita obrigada.
Muito bom seu blog, o texo está excelente.

oi disse...

interessante e bem escrito!
parabens.

www.juicebox-blog.blogspot.com

Lara Sousa disse...

Nossa que triste, esses traumas levamos para o resto de nossas vidas, mas pelo menos ele sobreviveu.

beeijO

Antonoly disse...

"sucessivas descargas psicocinéticas"
Gostei das palavras aqui empregadas!!

Strider disse...

Olá, Sr. Fardadão Cheio de Traumas,

"Programa de mané" é o caramba. Só porque você não trabalha na maior empresa do Brasil e nunca foi convidado para um evento onde se tem o prazer de ouvir o ronco de um carro de fórmula 1 de perto, não quer dizer que sejamos todos iguais.

Não tenho obrigação de te agradar, mané. Mais uma diversão que não deu certo para você. Ponto negativo. Um metro a menos para o fim da curta estrada da existência. Viva um pouco.

Vinícius de R. Rodovalho disse...

Então, em face da morte, eis que homens subvertem a ordem. Isso, em exceção ao perigo mortal, mas em adição à subversão, me lembra o Carnaval. Ou o processo de carnavalização, que não necessariamente se dá em fevereiro.

A questão é: vale à pena? Se você sabe que viverá seus últimos minutos, valerá à pena esquecer as regras com as quais conviveu por toda a sua vida?

Só enfrentando tal situação para saber. Eu, provavelmente, entraria nessa de subverter.

Gostei do título do blog. E do texto também. Parabéns!

Deni disse...

viva o sobrevivente e sua mente detonada pela guerra
=/

maldito o q inventara as armas de destrui~çao em massa.!.



parabens pelo blog e aguard sua visita no

www.bagageirodocurioso.spaceblog.com.br
]abraço e bãum FDs

Diógenes Daniel disse...

escrita forte a sua... boa demais! Volto mais vezes.

Víctor disse...

Mto bom o blog,, texto excelente!
Parabéns!!

www.supervarietyblog.blogspot.com

Downovidades disse...

do caraio :D

Felipe Felix disse...

Que Viagem, hein cara!?

Atacaram os laranjais? Ou apenas queriam as mulheres?

Equipe Conquistadoers disse...

Realmente um pouco horrivel essas situações. Muito coisa são rumores. Eu não acredito em muitas,.

Everaldo Ygor disse...

Linhas & gritos psicocinéticos são esses sobreviventes - ao caos...

curiosidades disse...

muito bom, muito bem escrito, e interessante, nos prende de tal maneira...

parabens

Nina Aubasi disse...

É tipo um " sobrevivente do dia-a-dia " ?

Liipee disse...

@gostei do texto
as palavras estão aonde deveriam estar..
dá para fazermos uma comparação com o nosso dia dia..
ou sei lá, com os fatos que acontecem no dia dia, e que até acontecem no mundo.
que vemos na televisão.
bom, legal
olhando outros posts seus.

abraço !

Mikael Ferreira disse...

Muito bom.. mesmo com as dificuldades ele sobre[viveu] pra contar historia'

ana disse...

pode ser um texto fictício, mas retrata, pelo menos um pinguinho, do que pode acontecer durante uma guerra...quem esta longe, acha que as pessoas que ali estão, são apenas corpos que nao tem alma...a gte nunca pensa o que se passa na cabeça dessas pessoas...os sentimentos, desejos e aflições ficam em segundo plano...
Ai, esse texto me fez pensar demais! hehehe

adorei!

CG Filmes Cleiton Guimarães disse...

Nossa, parece um filme de guerra. Me explica algo, isso é um texto fictício ou real?
Beijinhos!!
http://cgfilmes.blogspot.com/

curioisdades disse...

Mais que comentario mais nojento voce fez em meu blog heim? se nao tem o que falar é melhor que noa o faça a fazer o que voce fez,voce deve saber responder melhor que eu a pergunta nao é mesmo, se voce comparou é porque deve ter visto algo familiar!!!

Guilherme Santos disse...

muito legal
fiquei imaginando aqui
devia ser muito louco
´´cada vez a presença da morte se fazia mais presente´´

jaka disse...

numa realidade fantastica os ataques nucleares irão dar poderes a algum sortudo...

Blog do disse...

mto bem escrito..

vo passar por aqui sempre!

=D

leandromeu disse...

É um blog interessante, a história é bem bolada.

http://leandrosansart.blogspot.com

Nanda Teglas disse...

sem palavras ...










http://fpontodexclamacao.blogspot.com/

Rosangela A. Santos disse...

Sempre fico impresionada com os seus textos e sem saber oq comentar .. srsrs

Verdade não é frase de praxe de caloteiro não .. srrsrs

Abç.

J. Besouro disse...

muito bem escrito..gostei =D

www.casadobesouro.blogspot.com

¢auê. disse...

perfeito o seu blog cara,vc escreve muito bem.
meus parabéns. =]

Guigo xD disse...

Cara,não tenho nem palavras pra descrever esse texto,simplesmente incrível

http://ownedando.blogspot.com/

Groo disse...

Nem as baratas sobreviveram? Caramba!

Um sobrevivente de Auschiwtz ( é assim que se escreve?), respondeu da seguinte forma a pergunta "E seus amigos não te ajudavam lá?":

- Amigos? Tranque seus amigos em um quarto durante semanas e veja no que se transformam.

Pedro Alcântara disse...

DEVERIA TER MORRRIDO!!
IDIOTA!

F. Grijó disse...

Um autêntico poema em prosa cuja base é o horror e o sexo, e uma pitada de ironia apocalíptica.
Funcionou, ao menos por enquanto.

Fábio Flora disse...

Um cataclisma em que nem as baratas sobrevivem? Que puxa... Abraços e sucesso com o blog!