domingo, 6 de janeiro de 2008

Comunicação direta

Já faz algum tempo que percebi que a chave da transcendência é imaginar o inimaginável. Claro que isso é impossível, há um paradoxo intrínseco à proposição. Mas como vem sendo insinuado desde a aurora da humanidade, de vez em sempre a grande recompensa em uma jornada é o caminho percorrido, não o destino a que se chega.
Neste caso específico, isto significaria que o exercício de tentar imaginar o inimaginável é mais importante que a resposta a ser alcançada através de sua prática. Isso porque tal "técnica" nos induz a um estado mental similar ao de "mente vazia" considerado ideal por espadachins e duelistas em geral, quando no desempenho de funções e/ou hobbies.
Ao que parece, o efeito para o praticante é uma liberação da consciência, permitindo que corpo e mente ajam simultaneamente, sem interferências de qualquer ordem. No dia a dia, sua utilidade seria especialmente sentida em coletivos lotados, onde invariavelmente um infeliz - no mais das vezes estudante - se coloca às minhas costas com uma mochila aos ombros.
Apenas quando a sabedoria e engenho acumulados por nossa civilização atingissem um grau tal que nos permitisse a invenção de um transcendenciômetro, poderíamos talvez vislumbrar a magnitude do processo por que passa um indivíduo que, corpo e mente funcionando em perfeita sintonia, menos do que apercebendo-se que o corpo humano é similar a uma pirâmide invertida - com o tronco ocupando volume significativamente maior do que as pernas - instintivamente transferisse seu fardo das costas para a mão, minimizando assim o óbvio desconforto que a sua parca percepção tem por efeito causar àqueles a sua volta.
Um cidadão razoável certamente poderia tentar acelerar o evento, verbalmente comunicando a situação ao ser atravancante. Eu porém, sigo os preceitos milenares de antiqüíssimas civilizações orientais, as quais, mui corretamente, nos legaram o popular adágio: "uma cotovelada na nuca vale mais que mil palavras".

Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves


Texto originalmente postado aqui: http://nossogarfodecadadia.blogspot.com/2006_08_06_archive.html

27 comentários:

Masato Huehara disse...

Caraca massa cara...
http://www.masatocollector.com/
Visite o meu

Guilherme_Arconexo disse...

Gostei do texto, mas ao mesmo tempo é um pouco dificil de ler ; )

loc16pk disse...

linguagem meio complicada... mas muito interessante... massa msmo

Minerva disse...

O texto é bom...
Mas meu tipo de texto é os mais soltos sem palavras complicadas.

SO.L. disse...

Quando volto para casa e não tenho companhia no ônubus, são os meus melhores momentos de paz. Geralmente me sento a janela e fico observando o caminho, sem pensar em nada exato, grande parte do tempo. Se eu estava com alguma dor, desconforto, inqueitude, não estou mais. Não penso em nada, quase. Só observo o caminho. Vezes, quando chego em casa, parece que eu pensei em alguma coisa da qual eu não consigo me lembrar muito bem.

Mesmo depois de várias tolices feitas, é como se eu descansasse um pouco e aprendesse com elas, mesmo que eu não me lembre - que eu não traga pro mundo das palavras - o que aprendi. E isso, acontece sem mesmo eu ter chegado a lugar algum.

Silvio disse...

Muito bacana seu texto! Eu costumo deixar o meu fluir, as utilizo umas palavras difíceis, mas nada que sai dos eixos rsrs;;

Abraços.

Rafael disse...

meio complicado de entender

www.loucosporloucura.blogspot.com

BRUNO disse...

texto bacana,porém meio cansativo de ler.

Anônimo disse...

Porque você não comenta no blog dos outros como escreve?Você é inteligente quando quer...

Renan Ogawa disse...

Vc escreve muito bem gostei do post!

KikoLirio disse...

maneiro o texto
sucesso pra vc

visite o meu:
http://queblogtoscoeesse.blogspot.com/

um abraço

Rosa Araújo disse...

Eu gostei do texto, achei interessante. Mas quase que não entendo :S
Bjus

Marcus disse...

Liguagem muito dificil o texto, mas muito bom.

Nova Quahog disse...

maravilha, negao

Lucas V. disse...

Muito bom,

Mas o que me chamou mais a atenção que o texto foi a imagem do Deniro em TAXI DRIVER. Show!

Parabéns.

http://desfolking.blogspot.com

Paty disse...

vou ter que concordar com o anônimo aí em cima, vc poderia comentar no outros blogs c/ a profundidade c/ que escreve.

McFake disse...

Ta nas dorgas mano?

aam-00 disse...

me surpreendi, legal o texto.
filosofou.

http://www.arthurmelo92.blogspot.com/

Satiko disse...

imaginar o inimaginável é impossivel?a grande recompensa em uma jornada é o caminho percorrido?"uma cotovelada na nuca vale mais que mil palavras'?
ÉÉ...espero ter pegado tudo que você quis dizer'
Certamente,um texto complicado,mas o que na vida não é?!
Gostei mto da parte em que diz que o corpo em sintonia com a mente,fascinei!
bjooo da GArota.com

Esther Saldanha disse...

A cada pot você parece mais drogado, mas eu ainda assim gosto de ler teus posts.

João Arêas disse...

Texto excelente, parabéns.

http://enigmasdocotidiano.blogspot.com/

Kleverson Morais disse...

o texto é complicado demais para a minha cabecinha oca...
=)

Mandy disse...

Ótimo texto mocinho!
E realmente oq vale é o caminho percorrido, afinal todo o aprendizado estará nele e não na recompença final.
Se puder passa lá no Sook depois...
BjO

Rodz Online disse...

Seus textos são sempre bacanas mas exigem atenção redobrada e releituras pra compreender a mensagem...

Érico disse...

Como vc mesmodiria: o texto é foda meu! massa mesmo hehe...
Sinceramente me surpreende com a qualidade e gostei mt ok. Abraço

francys disse...

hum aff !
um desto bem elaborado mais nao muito meu estilo mais tudo bem mesmo assim muito bom

Luisa L. disse...

Belo texto, parabéns!
Seja lá como for, eu fico-me pela ocidentalidade dos escolhos do caminho. Raios partam esta minha intolerância à meditação transcendental!