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sábado, 1 de novembro de 2008

Uma criança magrinha



Ele nem sempre fora assim, uma criatura tão escatológica.

Na infância, por exemplo, era tão pudico que nem guspir ele guspia. Claro que isso não fazia diferença alguma quanto ao enorme volume de ranho ou catarro que seu corpo produzia.

Diferente mesmo era seu corpo. Magro como um palito, ele quase não comia. Era de suas próprias secreções corporais que se alimentava.

Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves