O ideal é estar-se embriagado, para não sentir o frio. Fazer alguma coisa ao contrário, do avesso, só pra ver se vice-versa.
E de repente, com um pouco de sorte, é alquimia. Surpresa! As certezas agora são outras, o que devia machucar excita e tudo de bom causa náuseas.
Para toda vida os planos serão outros. Para todas as vidas. E tanto faz se é porque pouco importa, ou porque importa demais.
Não é mais pelo sexo, nem por dinheiro, nem por medo e muito menos por amor. Não há mais que se doar sangue, nem brincar inocentes brincadeiras de esconder. Excessivamente pequeno para certas coisas, demasiado grande para outras.
Pois se já não somos mais homens, tampouco ratos. Mas a essa altura do campeonato, convenhamos, isso já não deveria ser surpresa para ninguém.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves