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domingo, 30 de janeiro de 2011

Panacéia

Oferece-se a cada um a medida exata daquilo que consegue apreender. Aos viciados as drogas, aos apaixonados o amor, aos sensatos os ceticismos, aos sofredores a dor.


Em duas ou três linhas, o mar de sensações no qual afogar as vilanias da existência.




Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Como eu amo você

Amo você como quem ama um carro.
Como quem ama fumar um cigarro.
Amo você por amor ao prazer.

Amo o prazer de andar de braço dado,
de ser somente eu a caminhar ao seu lado
e a inveja que causa esse nosso caminhar.

Amo sobretudo a calma e a certeza
de saber a quem pertencem
você e sua beleza,
amo a luxúria que existe em amar.

Amo o amor como aquele que amaria
a mais linda beldade
a quem aprouvesse um dia
tomar a liberdade de apenas deixar-se amar.

Amo você algo que casualmente,
por ter nos posto a vida
lado a lado simplesmente
tendo-me então imperado:
- Tu! Põe-te a amar!

Amo você como quem ama bocas
que por não ser nenhuma,
torna-se então em todas
Pois o que amo é o êxtase
que qualquer das bocas dá.

Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves


sexta-feira, 8 de maio de 2009

Poema em verso frouxo

Dos trôços empedrados que deixaste
solitos, por detrás dessas macegas,
receio que sequer te apercebeste
o tanto que rasgaram-te as pregas.

Jurando-te total fidelidade
logo ao descabaçar-te em tenra infância
jurei afiançar-te só verdade
a despeito de qual a circunstância.

Portanto ante o amor que me domina
não há como negar que ora sinto
mais largas que as paredes da vagina
frouxas pregas, a envolver-me o pinto.





Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves




Esse é um texto antigo, porra! E essa frase é uma merda dum link pra postagem original, caralho!

domingo, 3 de agosto de 2008

Clichê

Amor?
Recorrente.

Dor?
Recorrente.

Amor à dor!
Recorrente...

Amor ao amor de amar a dor.
Réco-réco-rente.

Amor à dor de ser um fingidor que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.
Recorrente.
Mente.


Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves

domingo, 6 de abril de 2008

Humor

Eu não amo, eu húmus.

Pois conquanto seja o cérebro fértil,

o peito é tal qual um deserto de sal.



Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves