Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves.
domingo, 28 de março de 2010
Imprevidência
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves.
domingo, 21 de março de 2010
Só eu, meu
não tem nada de meu.
Minha vida
não tem nada de meu.
Exceto eu,
sufixação metafórica
conjugada de mim.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
sexta-feira, 12 de março de 2010
Validade
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Luz Negra
domingo, 3 de janeiro de 2010
Papel social
Sempre fiel ao cabresto auto-inflingido através das aulas de marketing pessoal, trocou o terno semi-escuro pelo terno mais-escuro, mudou o nó da gravata para um sóbrio Windsor bi-lateral multi-compatirmentado em três tons, e foi para a rua confiante de que a todos quantos o viam passava eficientemente a mensagem de sua promoção de A4 para "letter".
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Etimologia
E quem então nessa vida é que me há de convencer
que se o Trabuco é neto de um velho Trebuchet,
não seriam também, Ferpas e Felpas primos
e conforme seu caráter,
se mais áspero ou macio,
Ferpudos ou Felpudos
o apelido de seus filhos.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Poema no ôbus
O Projeto Poesia no Ônibus é uma das iniciativas surgidas através da gestão participativa e colocadas em prática no governo do ex-prefeito municipal Péricles de Holleben Mello em Ponta Grossa - PR.
Segundo a proposta original, era pra se chamar Poesia no Lombo e distribuir camisetas estampadas com poesias de artistas da região para a população princesina. Eu sei porque ainda tenho em algum lugar o rascunho da ata da reunião do grupo de literatura com o nome sugerido por mim mesmo.
Como os meios políticos regionais continuam tradicionalmente refratários a idéias mais arrojadas ou incomuns (ainda que só no nome), o projeto acabou sendo reformulado para se tornar o atual Poesia no Ônibus, em que, através de concurso municipal, algumas obras são anualmente selecionadas para serem expostas por alguns meses nos coletivos públicos da cidade.
A primeira vez que participei tive selecionada a poesia "Como eu amo você", que está a uns dois ou três posts abaixo, e no concurso desse ano selecionaram a "Poema Oculto", que reproduzo nesse post. É a terceira ou quarta vez que um texto meu será publicado em uma coletânea de artistas locais. Eu sei que isso não é motivo para vangloriar-me, nem é essa minha intenção.
Eu só queria convidar a quem puder pra piar quinta agora dia dez as quatro da tarde na garagem da VCG perto do Fórum comer um pão com xaxixo que o pessoal tá disponibilizando. Não tomem banho nem troquem de roupa a partir de hoje, que vai ter inclusive imprensa de fora cobrindo, diz que.
Link oficial. Valeu Tonhão por lembrar!
Poema Oculto
Ela é totalmente pura
e eu como o calor da neve.
como a flor da Margarete.
Como a flor da própria vida,
como vida que derrete...
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Jargão café-com-leite
Talvez a palavra sem nexo
seja somente reflexo
da identidade perdida.
Da mentalidade caçada,
cansada,
emboscada,
abatida.
O eu,
lutando por sua unidade
na era sem fim das multitudes mundiais.
Talvez seja apenas engodo,
peão e engrenagem no jogo
de manter-se super
estruturas tão banais.
Talvez quiprocó de si mesmo,
o homem caminhando a esmo
resolveu de dar risada...
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Hora degradê
ser top model do próprio destino,
da verdade onipresente,
da impotência em revidar.
Viver suas rimas
tão cheias de prosa,
tão ricas,
tão infelizes.
Vai,
interpretar os tais sonhos escolhidos a dedo,
que falar por falar sem falar por si mesmo
é imensa ousadia pra quem nada diz.
Vai,
ao pregão dos leiloeiros do caminho que é sem volta,
já que o valor do lance também pouco lhe importa
quando a vã recompensa são embalos de sábado adeus.
A horta dos sonhos meigos é regada a palavras chulas
e exige bem mais trabalho que a indústria da eterna mesmice.
Então vai você, que eu fico por aqui mesmo,
sabedor que seu vinerlóser não passa de moeda de troca no câmbio da ideologia, analfabeticamente rendido ao mantra:
Muito karma nessa hora...
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Parabéns pra você
e vai ficando mais e mais igual.
Ainda ontem era outro dia
agora hoje é um dia a mais.
E eu creio é claro que uma tal rotina
não seja nunca
nada,
jamais;
ou seja eterna
pra sempre,
fatal.
Talvez apenas o mais velho engano:
cérebro humano
corpo de metal.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Como eu amo você
Como quem ama fumar um cigarro.
Amo você por amor ao prazer.
Amo o prazer de andar de braço dado,
de ser somente eu a caminhar ao seu lado
e a inveja que causa esse nosso caminhar.
Amo sobretudo a calma e a certeza
de saber a quem pertencem
você e sua beleza,
amo a luxúria que existe em amar.
Amo o amor como aquele que amaria
a mais linda beldade
a quem aprouvesse um dia
tomar a liberdade de apenas deixar-se amar.
Amo você algo que casualmente,
por ter nos posto a vida
lado a lado simplesmente
tendo-me então imperado:
- Tu! Põe-te a amar!
Amo você como quem ama bocas
que por não ser nenhuma,
torna-se então em todas
Pois o que amo é o êxtase
que qualquer das bocas dá.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Masculinidade
Descrição usual ao apresentar o próprio quarto, retângulo cúbico lotado de tênis e sapatos, cuecas, moletons, bermudas e camisetas suadas.
Especial desafeto era dedicado àqueles que, em nome da própria macheza, alegavam alergia a todo tipo de contato masculino, recusando-se a dormir em qualquer aposento que não o próprio.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
Link para a postagem original. Retardado. Mesmo.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Vestido para matar
Foi amassado, beijado, lambido, chupado e gozado. O silicone, vestido de mulher.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves
Link pra postagem original, não precisa ser um gênio pra entender, né jacuzada?