Os sonhos são tolos
crivados de balas
abertos na faca,
contundentes e incisivos
como cacos de garrafa;
os sonhos são meus.
Os sonhos são planos
amorfos
insanos
triturados sob o peso do tempo que dispara
são pó
de pirlimpimpim.
Os sonhos são doces
com gosto de sangue
o velho
o ferido
o jovem
perdido
no olhar do predador.
O sonho é aquilo
que mantém-se vivo
no silêncio,
na friagem,
na total escuridão.
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de souza y Gonçalves