Mostrando postagens com marcador napoleões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador napoleões. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Anões, duendes, elfos, leprechauns, gnomos, napoleões e pequenininhos em geral



Sempre escrevi textos curtos, pois sempre me atraiu a idéia de expressar o máximo através do mínimo. É como espremer uma laranja, um limão, uma espinha... Quiçá talvez até como quem sabe dar a luz ou largar um barro, conforme se analise a questão.

Lembro de haver lido alguma coisa nas apostilas do segundo grau sobre o modernismo e o tal "poema-pílula". Conhecimentos largados nalgum canto junto a pilhas de gibis, livraiadas best-seller dos anos vinte aos oitenta; clássicos dos clássicos, sagrados e irrepreensíveis; e aos mais diversos tipos de manuais sobre práticas várias.

Mas foi no orgute que me detive, ainda que rapidamente, sobre minis, micros, poetrix e noviçaiadas quais. Mesmo como membro ativo e publicante do Bar do Escritor - comunidade do orgute que inchou e virou em blogs, sites e impressos - de onde surgiu o termo nanoconto, nunca dei muita bola para tais classificações estéticas.

É que eu sou um homem de meu tempo, e na pós (bem como na pré) modernidade, o que manda é a divisão do trabalho. Então a coisa ficou assim: eu escrevo, e quem quiser que analise. Deixo aqui dois textos de uma linha, um mais poético e outro mais prósico. Caso alguém se disponha a explicar o porquê, tão aí.




Sentidos

Cultivava o duvidoso hábito de guspir no prato em que comia. Mas era só da boca pra fora.



A estrela e o fio de luz

Escondi uma estrela atrás de um fio de luz.


Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves