Mostrando postagens com marcador machismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador machismo. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de dezembro de 2007

Machismo misógeno

Reza a lenda que os sapos espirram um leite branco cujas propriedades afrodisíacas têm por efeito cegar as fêmeas da espécie humana. Na verdade, os príncipes também. Estudos sócio-culturais e biológicos apontam razões distintas porém complementares no entendimento de porque diferentes parcelas e faixas etárias dos seres humanos do sexo fêmea preferem ser cegadas por sapos, enquanto que outras são fervorosas adeptas do “lacto-régium”.

Apesar de ser de domínio público que se devidamente osculado, mesmo o sapo de seus pesadelos poderá tornar-se no príncipe dos seus sonhos, há forte resistência da comunidade científica em aceitar este argumento como explicação definitiva para as até agora incompreensíveis flutuações comportamentais femininas no caso em questão, uma vez que as experiências efetuadas até agora indicam tratar-se de uma via de mão dupla, com sapos emprincipando e príncipes sapeando conforme o progresso da embeijação.

As mais avançadas teorias sobre o assunto sustentam que a suposta transmutação – traduzida na equação alquímica: sapo/príncipe = príncipe/sapo – não passaria de um tipo de auto-hipnose, desencadeada pelo estímulo desenfreado a certas áreas excessivamente suscetíveis da psique de algumas fêmeas, as quais em estado próximo ao do transe místico, chegariam em casos extremos a induzir as demais à uma espécie de frenesi grupal através de uma complexa rede de atos cuja simbologia agiria diretamente sobre o inconsciente coletivo.

Nesse sentido é emblemático o caso da belga Daphne Duvall* , que em meados dos anos oitenta tentou processar por falsidade ideológica um membro da dinastia Du Maurier**, alegando que durante suas núpcias este revelou-se não como o príncipe esperado, mas como um sapo coaxante. Testemunhas osculares e vídeos do acontecido acabaram por demonstrar como Dee Dee***, em seu delírio, atribuía a seu macho qualidades inexistentes, revelando que todo o caso não passava de uma pequena aleitada seguida de um sonoro arroto.

A partir do apresentado, a tendência atual é concluir que o sapo de uma é o príncipe de outra, muito embora grupos feministas já estejam articulados para combater em várias frentes o que classificam como “darwinismo sexual”, sendo que alguns dos mais extremados estão sendo investigados por suspeita de terrorismo, como a explosão de diversos símbolos ao redor do mundo que poderiam ser classificados como “falicamente opressores”.


*Nome fictício adotado para proteger a identidade dos envolvidos.

**Idem

***Apelido fictício adotado para proteger a identidade dos envolvidos



Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves