Tenho em um de meus braços
dois pêlos entrelaçados
crescendo por baixo da pele
Cravados! Cravados! Cravados!
As vezes rasgo-me o couro
e arranco-os fora de mim
mas eles recrescem de novo,
fazidos,
feridas sem fim.
Carrego no fundo da alma
desejos, mil, frustrações
que qual doença corroem
lides, forças, aspirações.
As vezes implodo-me inteiro
tal o jugo de seu peso
as vezes desando-me em choro
mas no mais das vezes,
não mesmo!
Paulo Eduardo de Freitas Maciel de Souza y Gonçalves