Eram como luzes dispersas. Massa em meio à escuridão e ao vácuo. E atraíram-se. E traíram-se. Ele bem mais do que ela, se é que é possível falar em gêneros, senão apenas em naturezas opostas.
Cômodo é ser o que se é simplesmente. Tanto quanto procurar uma mudança constante, por prazer ou vontade. Escolhas. Equivalências.
O que dói, incomoda e encanta, é a mudança obrigatória e virtualmente desnecessária. A energia inexplicável que atrai de forma sutil e fatal, ocasionando a quebra de ligações estáveis em nome de experiências fugidias, embora talvez, por certo, belas e excitantes.
Corpos celestes. Naturalmente atraentes ao ser humano esteticamente sensível, ou mesmo apenas curioso. Irresistíveis então, se animados pelo sopro da vida. Num universo onde tudo é a mesma coisa, os mais lindos amontoados de carbono.
"Tortura-me sob a luz do fogo de mil velas, e ainda assim, jurar-te-ei de pés juntos tratar-se sempre de física, nunca de amor."
Paulo Eduardo de Freitas maciel de Souza y Gonçalves
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